quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mineiros soterrados no Chile


      
    “Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência."
                                                            Pablo Neruda


Em 1945, quando foi eleito senador, Pablo Neruda já denunciava as péssimas condições de trabalho dos mineiros no Chile, muitos anos se passaram e a situação não mudou,
 Dia 5 de agosto de 2010, na mina de cobre e ouro de San José, Deserto do Atacama, norte do país, 33 mineiros foram presos sob cerca de 800 metros de rocha maciça depois de um desmoronamento em uma galeria. É uma história que antes de comover por causa do sofrimento dos homens, nos deixa impressionados com a falta de respeito das empresas que exploram as minas. Em 2006 a mina havia sido fechada por causa de um grave acidente que deixou um operário sem perna, em 2007 a mina reabriu, mesmo depois da empresa proprietária da mina descumprir várias normas legais. Um dirigente sindical disse em uma rádio que: ”Mineradoras já vem fabricando mortos há tempos”! O secretário do sindicato de trabalhadores de San José, Javier Castillo, disse que os trabalhadores sempre denunciam o perigo que passam todos os dias por falta de manutenção, estrutura e segurança. Com um salário de ± R$ 1.700,00 estima-se que 10.000 trabalhadores dependem desse precário trabalho para sobreviver.

  • Tenho muitos pesadelos com os mineiros, fico imaginando o cenário, se já é desesperador ficar preso em um elevador imagina há 800 metros abaixo! É de enlouquecer! Não me admiro que alguns deles estejam com depressão. Estou acompanhando atentamente o caso para poder ver qual será o desfecho desta triste história, vamos ver se os responsáveis serão punidos, se vão indenizar os trabalhadores e suas famílias, se vão fiscalizar as minas com mais rigor, pois, este trauma de ficar enterrado vivo vai perdurar eternamente.



“Só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens. Assim a poesia não terá cantado em vão”
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 PABLO NERUDA


VALÉRIA ITABAIANA

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